terça-feira, 1 de junho de 2010

Mr. Right Guy


O tipo certo de homem. O tipo certo de homem... O tipo certo de homem! Vamos lá. Eu tenho uma teoria (muito pessoal) que a mulher baseia o cara perfeito com o seu primeiro amor. E os homens mudam. Mas na nossa cabeça, ele continua sendo o cara perfeito. A banda dele é a sua favorita, o jeito como ele se veste, as piadas equilibradas, os gostos... Tudo isso tem de estar em perfeita sintonia com os que seguem após ele. E o fato lamentável é que enquanto você não se apaixonar completa e cegamente por um outro; nenhum deles satisfará esse tipo certo que você planejou. Eu até falaria o tipo que a vida planejou de homem para me basear, mas por privacidade e mesmo por ilusão de que ele possa ter acesso a esse blog; eu prefiro montar o tipo ideal: mais de 30 anos, que goste de filmes clássicos, escute (e entenda) de jazz, com uma bagagem cultural vasta, entenda a diferença entre uma obra Rococó e uma do Romantismo, saiba o que é Cohiba, e sempre leia o jornal de domingo escutando Frank Sinatra. Fascinante!
O problema é que não existe o tipo certo. Por mais que nossa cabeça trabalhe para um lado contra a maré da vida, é preciso trabalhar que a química que você sente com a outra pessoa fala mais forte que meras semelhanças ou bases na pessoa que te fez escrever poesia aos lamentáveis 20 anos. O tipo certo é aquele adaptável ao seu gosto, aquele equilibrado entre as personalidades.
Por isso, conversando com amigos meus, sempre que alguma discrepância muito grande entre um fato e o real sentido dele, eu sempre questiono: é esse o tipo de mulher que você quer atrair? Porque o contrário é real para as mulheres. Eu me tomo como exemplo. Não gosto de homens mais novos ou da mesma idade; que não gostem de ler, que curtem sair para lugares lotados em que o maior passinho de dança é feito com a cabeça, que use a bebida como um aliado (sim, aqui entra o meu discurso sobre a bebida ter de ser algo prazeroso, não uma necessidade). Tomado isso como base, eu não frequento lugares em que eu sei que irei encontrar exatamente esses tipos.
Daí me vem à cabeça que com os homens é diferente. Eles realmente vão para a caça, frequentam lugares que nem sequer gostam para simplesmente suprir uma carência. Ok, testosterona x estrogênio. Got it. Mas ainda assim a coisa da compatibilidade é universal, independentemente de discussões sexistas. Pensem comigo: você é o cara que adora música clássica, mas sai para algum lugar que toca axé achando que ali está a pessoa que vai compartilhar momentos Bach com você. PPPPÉÉÉÉÉMMMM!! Nesse exato momento você é eliminado do jogo. O discurso dos seus amigos de que talvez exista uma pessoa na mesma situação que você no local, é furada. Por várias experiências próprias.
Por minha idade, meus amigos, resolvi parar de procurar nos lugares errados. E imaginem se todos pensassem como eu? As pessoas certas sempre estariam nos lugares certos. E cada panela teria sua tampa. Utopia? Não tenho a mínima ideia. Mas acredito que se você se assume, talvez seja mais fácil achar a pessoa certa, não só casos passageiros para suprir uma carência. Se isso também for o que você estiver procurando. Se não for, arrisque em qualquer lugar que tem sempre uma pessoa esperando por você nas baladas. Curta, se for pra curtir. Quem sabe, como diz Frank Sinatra, "the best is yet to come"? E acredite, repito isso para mim todo dia. O Mr. Right Guy vai aparecer em alguma circusntância da vida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu só sou legal, juro...

Hoje encontrei um menino que a história foi a seguinte: nós éramos amigos no primeiro grau, ele era da minha altura (mal, muito mal...), magricelo, o típico adolescente em desenvolvimento. Eu sempre o via como amigo e, como todos os meus amigos, sempre o tratei muito bem. Daí cada um tomou um rumo diferente e só nos víamos esporadicamente. Foi quando uma amiga minha me disse que em uma conversa ele falou que eu era apaixonada por ele no primeiro grau. O sangue subiu, as veias dilataram, a raiva chegou e eu me senti a pessoa mais humilhada do mundo. Quando o vejo faço a egípcia, viro minha cabeça e finjo que não vi. Se eu tivesse sido, estaria tranquilex. Assumiria e ponto. Agora um rapaz da minha altura (mal, muito mal...) jamais despertaria interesse algum em mim. Ainda mais ele.

Eu sempre fui das que acreditava na amizade entre homem e mulher. Nunca tinha duvidado disso ou coisa do tipo. Depois que fiquei sabendo dessa história (que não tem muito tempo), coloquei em xeque todas as minhas amizades com homens. Qualé, não podemos ser legais? Não podemos nos interessar pela companhia da pessoa sem que tenha segundas intenções? Não podemos tratar os homens como trataríamos uma amiga sem ele achar que isso é sinal de interesse? Essa racionalidade masculina é muito legal em todos os outros casos, não nesse.

Na maioria das vezes, é só amizade mesmo. Sem interesse, sem tensão sexual ou qualquer coisa do tipo. É gostar de estar do lado da pessoa mas não vê-lo como um pretendente. Claro que as coisas mudam, a vida é dinâmica. Quem no passado não te interessava, hoje pode ser a crush do momento. E quem era alvo das cartinhas anônimas hoje pode não te despertar absolutamente nada. Homem e mulher mudam. Os sentimentos vão no pacote.

Meu nível de estrogênio é bem alto. Alto mesmo. Eu digo que se não tivesse nascido mulher, seria o homem mais gay do mundo. Mas uma coisa eu aprendi: se você está afim da pessoa, tem de ser racional... Pensar como um homem. Vá lá e diga, sem medo. Porque se depender da abstração masculina, você nunca vai mudar seu relacionamento no orkut de solteira para namorando. Caso contrário, se você não sente nada pelo cara, vai acabar esbarrando com ele no shopping depois de 10 anos e ele ainda te olhar como "a-menina-patética-que-me-amava-e-não-era-correspondida-porque-eu-passava-tempo-demais-na-frente-do-espelho-passando-acnase". É... A vida não é justa. Nós não podemos ser legais toda hora.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alô, vida? É a privacidade que fala


Minha irmã casou ontem. E sabe o que foi mais engraçado? A quantidade de vezes que escutei o "só falta você", "quando vai ser sua vez", "e agora?". E sabe o que eu penso (e que talvez não faça a mínima diferença pra ninguém)? Que meus 25 anos, meu histórico familiar com namoros longos, meu desemprego (ou minha disponibilidade pro mercado de trabalho), minha vontade de realizar absolutamente TUDO antes de dar um passo como esse, meu medo; não me abalam.
Juro que não é minha culpa que tudo isso seja um empecilho, juro que gostaria que as coisas fossem diferentes ou tivessem sido, juro que eu gostaria de ser normal e sonhar com isso. E antes que me julguem, já sonhei. Antes sabia de tudo como gostaria, quais seriam as músicas, qual o vestido, para onde iríamos na lua de mel, as cores da festa, os convidados... E ainda assumo que isso foi um pouco despertado durante esse período de festas da minha irmã. Mas depois que tudo acabou, depois de acompanhar o processo pela primeira vez, vi que tudo é lindo, só não compensa o esforço. Tudo não deixa de ser um mercado, que talvez eu faça parte ou não; talvez só viva junta com o homem da minha vida em um bangalô.
Essas cobranças, essa magia... É tudo tão estranho! O casamento perdeu um pouco da essência de ser um momento especial e virou uma obrigação com a sociedade. Eu, talvez mais do que ninguém, não gosto de me sentir pressionada. Já basta a pressão das outras partes da sua vida, agora pressionam a sua vida pessoal. Essa necessidade humana de saber tudo sobre tudo, de conhecer cada pessoa nos seus mínimos detalhes, e o pior: a necessidade de se sentir no direito de decidir quando e como as coisas na sua vida devem acontecer. E se isso fosse algo real, volto a repetir o que já escrevi em um post atrás: se eu pudesse escolher o meu destino, acharia o homem da minha vida com 28, moraríamos junto aos 30 e casaríamos aos 32. Simples assim.
A grande verdade é que ainda temos de cumprir esses protocolos irritantes e os quais tento a todo custo bular. Meu namorado não é nenhum Simba a quem eu tenha de apresentar em uma cerimônia para toda a selva de pedras. Meu relacionamento é só meu e da outra pessoa, não diz respeito a mais ninguém. Por isso, caro leitor-invisível-porque-todos-acham-que-esse-blog-não-existe-mais, não se espante se receber um convite para meu casamento daqui 7 anos e pensar: Ué, e a Laura tinha namorado? Não, não é sua culpa. É culpa da sociedade.

 
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