sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu sou uma viciada


Depois de longos meses sem escrever nesse humilde blog, eu retorno, milhares de leitores e leitoras que me acompanham para preencher a vida de vocês com mais um top 5. Concordo plenamento que eu poderia falar da transição socialista da China, da posse de Obama, da fórmula da Coca-Cola, até desejo muito, mas ainda assim prefiro encher a cabeça de vocês com uma listinha sem sentido.

O tema de hoje é, pasmem, algo que gosto muito e que nunca postei: séries. Depois de Blossom, Beverly Hills 90210, Vida de Cachorro e muitas outras; mais velha pude conhecer novas séries com enredos puros, delicados, envolventes. E tenha a certeza que já vi todos, todos, todos os seriados que puderem imaginar.


5. Reality Shows: É a prova maior que você não tem uma vida porque vive a dos outros. Mas é de um encantamento sem palavras. Beuaty and the Geeks, Amazing Race, American Idol e qualquer outro que faça sua humilde vida parecer sem-graça.


4. The Big-Bang Theory: Essa chegou meio do nada para mim e me deixou pasma com algo mais próximo da diversão de Friends que eu poderia ter. Me fez querer conhecer mais geeks como aqueles.


3. Gossip Girl: Eu sei, ao afirmar que gosto de GG estou me nivelando às outras meninas dez anos mais novas que eu. Mas aquele mundo de mode fácil, onde você compra um Loubotin como quem compra um pão é muito charmoso. Além do Chuck, que nos prova que o vilão é quem mais desperta a nossa libido mais secreta. Ele nos faz refletir o comum, o tom pastel e como essas coisas significam na postura de um homem.


2. House: Ironia sempre é um atrativo a mais. Quando vem acompanhado de medicina + Gregory House, fica imperdível. Ok, eu reconheço. Os casos que ele nos mostra acontece em uma a cada cem milhões de pessoas, ainda assim assistimos como se o dignóstico fosse do nosso vizinho. E ainda nos questionamos se não é verdade.


1. Seria injusto ocupar o primeiro lugar com alguma série deixando de lado todas aquelas que já não está no ar mas ainda assim ocupam esse lugar tão especial no nosso rol de melhores momentos ever da nossa televisão. Friends, Sex and the City, I Love Lucy, Seinfeld, Mad about you (eu sei, ficou uma lista bem particular minha porque nenhuma dessas é unanimidade, mas hoje não estou concentrada no meu lado democrático).


E quero ressaltar que outras séries não foram comentadas e que ainda assim merecem nosso carinho, como CSI Las Vegas e New York (porque ninguém merece o David Caruso), Lost, Samantha Who, 30 Rock, Californication (sem medo de ser feliz), The Tudors entre várias, várias outras. Ok, eu confesso, eu sou uma addicted em séries.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

À procura de uma geração


Estava lendo essas Cosmopolitans da vida e um artigo me chamou muito a atenção. Uma jovem, de seus 27 anos, dizia que era da geração Sex and the City. Já achei estranho daí, dado a idade dela, o ano de produção da série e patati-patatá. Mas continuei a ler o breve texto que ela dizia que apesar de ser independente, bonita, alegre, sociável, divertida e bem sucedida, não tinha ninguém que se interessasse por ela, e ainda argumentou se não seria por conta disso tudo, ou seja, se os homens não preferem as Amélias às Carries da vida.

Eu acompanho Sex and the City, tenho todas as temporadas, já li o livro e toda aquela coisa de quem realmente gosta da série. A questão é que não sou da geração Sex and the City. Até porque quando a vi pela primeira vez era algo escondido que passava nas madrugadas da HBO. Fui redescobrí-la aos 20 anos, quando tive dinheiro pela primeira vez para comprar um box. O problema não é a geração, não é a independência ou dependência, não é a mudança, não é o feminismo (depois de uma amiga minha me mostrar tanto isso, acabei aceitando a idéia). Nós nos transformamos com o tempo, nós passamos a acompanhar o mercado e tudo que acontecia a nossa volta. Os homens são os mesmos.

É lógico que eles vão preferir alguém que aceite tudo, seja carinhosa, aguente seu stress e que JAMAIS seja uma ameaça a ele. Como conviver com alguém que se disputa o mesmo lugar no trabalho? Óbvio que deve existir uma parcela considerável de casais que conseguem conciliar tudo isso. Mas a vida não é uma série. Não existem Mr. Bigs.

A autora do livro Candance Bushnell mesmo diz que o Mr. Big é um homem idealizado. Afinal, que mulher não queria um homem mais velho, charmoso, bem sucedido, que fumasse charuto e escutasse jazz? Ok, nem todas devem pensar como eu. Mas toda a idealização de um amor é refletida em uma pessoa. Daí, podemos tirar que não é que os homens prefiram as Amélias.

A educação que tivemos foi a de jamais depender de alguém, que cozinha é o lugar de comer, jamais cozinhar; que suas roupas podem ser lavadas na máquina. E o homem continuou sendo servido pela mãe, soltando pipa na porta de casa e aprendendo com o pai o papel de prioridade da casa. Nós mudamos e assustamos. Os papéis se inverteram. As mulheres alfa procuram por homens beta, aqueles que sabem cozinhar, limpar e servir.

E, sinceramente, eu vivo em uma encruzilhada como a garota do artigo. Como ser independente sem assustar? Como viver de acordo com o mundo das business women sem competir com os homens? Ou simplesmente buscamos o amor no lugar errado? Acho que a grande pergunta talvez seja: Onde está o amor?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eu também tenho uma tribo


Às vezes os estereótipos me cansam. Tá, às vezes não... Quase sempre. Sabe aquela coisa de você ser de um jeito ou se vestir de outro só para fazer parte de um ambiente?? Pois é. E, ainda que eu tenha 20 e poucos anos, Fábio Jr. não me avisou que isso ainda ia existir. Depois dizem que sou velha quando na verdade só sou como sou e aonde vou eu acho a minha saída, parafraseando grande ícone da música pop brasileira, Polegar.

Meu curso me obriga a encarar diariamente esse padrão de vestes. Quanto mais colorido mais dentro você está. Quanto mais monocromático, mais excluído vai ser. Não, estou sendo maldosa. Você vai achar outras pessoas monocromáticas e vai formar um clube dos monocromáticos. Porque parece uma necessidade humana se agarrar àqueles que se parecem com você. Identidade, concordo. Mas há banefícios em todos os grupos.

Hoje não sofro dessa busca por uma tribo talvez por ter passado por todas quando era adolescente. Aos 12 eu parecia menino de bermuda ou macacão e, acreditem, boné estilo Sérgio Malandro. Aos 14, me virei para o lado pequena-Patrícia, com sapatinhos, tênis all-star rosa e tudo combinado. No segundo grau fui hippie, roqueira e skatista. No cursinho, eu era aquela sem tribo, sem identidade e sem rumo. Na faculdade, fui achando que ser sem tribo, sem identidade e sem rumo era a minha tribo.

Por isso, quando enxergo daqui uns 5 anos, tempo em que a maior parte das pessoas da minha geração vão estar trabalhando, penso se eles vão continuar se vestindo padronizados, estilo ABNT mesmo. Porque cá entre nós, essa coisa de admirar o jeito que uma pessoa se veste é bacana. Daí a copiar, é um salto. No máximo, inspirar.
Eis algumas sugestões de estilos padronizados: os óculos na cabeça, bermuda estampada e blusa pólo é um conjuntinho super básico. A argola com diâmetro do pescoço, a calça skinny, bata estampada e sandália plataforma idem. A blusa vermelha, com calça jeans, sapato verde e óculos de acetato brancos idem (2).

Faço lembrar que isso não é um julgamento e, sim, um retrato da geração 1985-1989. Não é que não seguir um grupo ou uma moda me excluem de fazer parte de uma tribo. Eu achei pessoas como eu e juntas formamos um clube. Às vezes, dependendo do dia e do humor, um pouco apático, com peças lisas e básicas. Mas na maior parte das vezes, procurando por mais adeptos ao estilo. Wanna come in?

 
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