segunda-feira, 26 de julho de 2010

Traição...

É bicho do mal! Cruzes, corre coisa ruim! E pare já de pensar que é só no amor que traição vale. Ela vale em todos os sentidos de sua vida social. E por ser muito pessoal, não fiquem com raiva das minhas opiniões ou por quem sou. Eu continuo sendo legal. Fique calmo, relaxe, pegue seu redbull (porque dia 11 de setembro está chegando... aliás, o que raios está fazendo aqui??), se acomode que o show já vai começar. Primeiro, os ridiculamentes bobos.
1. Eu só tenho um cachorro e ele é extremamente apegado a mim. Eu até poderia arranjar outro mas não arranjo porque tenho certeza que vou achar que estou traindo... meu cachorro! E avisei, é ridículo.
2. Com todos os meus irmãos casados e sendo o último biscoito do pacote, se eu já não tinha espaço opinativo em casa, fiquei muda depois dos casamentos. Minha mãe entregar meu yakult pro meu irmão levar, mega traição.
3. Agora começa os mais sérios, os mais perigosos. O que é traição na amizade para mim. Eu começo do baixo até o mais alto. A falta de confiança de uma amiga porque escutou fofoca de alguém sobre você, cheated!!!! E ô mundinho perigoso é esse nosso de mulheres. É um disse-não-disse danado. Um pouco mais além: sua amiga é apaixonada platonicamente por um carinha que é seu amigo. Sabendo de toda a situação, você ainda assim resolve investir no aparentemente ser único do mercado amoroso. Isso é horrível, caras leitoras. Horrível. É traição. E me permito ir mais além: você fica com um ex-ficante, ex-namorado, ex-rolo, ex-amizade colorida, ex-qualquer coisa da esquina mesmo sem ela sentir mais nada pelo tal homem. Amiga, corre que é sobra. Existem outros no mercado. Nada é justificável nesses dois casos.
4. Eu cresci em um universo machista. Todos aqui em casa são e dessa forma fui criada. Queimei só meu bojo porque ainda tem muitas coisas na minha cabeça que são ultrapassadas, como o homem ter de fazer qualquer serviço braçal, ele tem de ser alto, forte e expirar testosterona e outras coisitchas mais. Anyway, estava discutindo isso com alguns amigos de vários grupos e fiquei me questionando o que seria ou não seria traição em uma relação :
4.1: Acessar sites pornôs não é trair, ainda que aquela mulherzinha do comercial fiquei com raiva do seu marido.
4.2: Amizade com outra mulher. Acho que depende da garota. Nós somos seres sagazes e sensíveis, logo, podemos rapidinho perceber se aquela menina está ou não dando em cima do seu macho (não permita, os outros seres de nossa espécie podem ser espertos quando querem... e malvados). Se a fulaninha mocréia estiver ligando com mensagens cheias de segundas intenções, corte fundo.
4.3: Beijo. Esse é o mais polêmico pra mim. Porque beijo pode ser desejo como pode ser sentimento. Uma amiga minha me falou algo a se pensar. Quando comparei sexo com o beijo ela disse que o segundo é pior. Eu não concordo, mas isso me fez questionar sobre a profundidade de um momento. Se o beijo for na pirigas de uma balada que o cara certamente saiu escondido (e sofrerá as consequências... ah, se sofrerá...), pode ser perdoável ou não. A traição é o fato, o perdão vem com a sua disponibilidade de construir uma confiança que exigirá um esforço enorme e muito tempo desperdiçado. Preguiça. Mas se o beijo for em uma pessoa que ele já tinha um certo envolvimento social, como uma amiga (não aquela do telefone, porque essa você já tinha de ter mandado pro beleléu há muito tempo), daí amiga, corre que é macumba. Chuta o homem para os deuses da pílula azul.
4.4: Esse é sem volta: sexo. É muita traição. Não existe a coisa da carne do homem ser fraca, que ele não estava ciente dos fatos, que não sabia como tinha ido parar ali, ACORDA!!! A vida não é assim. As relações não são assim. É fim, ponto final, the end, c'est tout. Ele (o sexo, galeura) não é só isso, é muito disso. O tesão, o momento, as investidas não são justificativas. No more further details.
Por isso, amigos e amigas, traição é quase um crime. Sentimental.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nenhum "eu te avisei"...

A cada dia fico mais inconformada de ninguém ter me avisado como seria minha vida depois de formada. Nenhum aviso, nenhum "I told you so"... Necas! Na minha imaginação um tanto quanto ingênua, pensava que assim que saísse estaria empregada, em um super emprego, com um super carro, um Tiffany's na minha mão direita e de malas prontas para um apartamento novíssimo de frente para o mar. Não, a situação foi o desemprego, uma bijouteria e sem malas prontas.

Depois que terminei Jornalismo, decidi embarcar em uma aventura do outro lado do planeta. A experiência não podia ter sido melhor. 5 meses de uma vida de responsabilidades que tão cedo levaria aqui. E mais uma vez ninguém tinha me avisado que seria tão difícil voltar quanto foi para ir. É como se tivéssemos o gostinho de uma vida independente, quando cada dia é uma novidade, novas experiências e PUF! Eis que você está dentro de um avião de volta para a casa dos seus pais, para uma realidade sem perspectivas a curto prazo. Se tivessem me avisado que era tão complicado voltar, teria estendido o fato.
Há alguns anos, quando assistia àquelas propagandas de amigos na praia, viajando juntos com um super carro, curtindo a vida com toda a alegria jamais impensável que poderia existir; eu acreditava que a vida era daquele jeito. Novamente, ninguém me alertou de nada. Emprego, casamento, namoro, outros interesses. Tudo isso afasta o "sonho jovem" da minha realidade. E nem vou comentar o que seriados como Friends fizeram nesse meu surrealismo real.
E quando você se apaixona, conta para todos os amigos os sinais que ele envia e, ao invés de te falarem "toma cuidado, as coisas não são assim", te dizem: vai fundo, ele está super interessado. Daí você chega, o empurra contra a parede e ele simplesmente: não sei, vamos ver no que vai dar. Com licença, deixe eu apenas apanhar a minha cara que caiu no chão. Vou apenas recolocá-la e volto logo.
Pitaco, conselho, aviso, lembrete, conversa, diálogo, monólogo... Qualquer coisa, seres humanos. Se a vida fosse um desenho animado, que o Geninho fosse o super herói.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mr. Right Guy


O tipo certo de homem. O tipo certo de homem... O tipo certo de homem! Vamos lá. Eu tenho uma teoria (muito pessoal) que a mulher baseia o cara perfeito com o seu primeiro amor. E os homens mudam. Mas na nossa cabeça, ele continua sendo o cara perfeito. A banda dele é a sua favorita, o jeito como ele se veste, as piadas equilibradas, os gostos... Tudo isso tem de estar em perfeita sintonia com os que seguem após ele. E o fato lamentável é que enquanto você não se apaixonar completa e cegamente por um outro; nenhum deles satisfará esse tipo certo que você planejou. Eu até falaria o tipo que a vida planejou de homem para me basear, mas por privacidade e mesmo por ilusão de que ele possa ter acesso a esse blog; eu prefiro montar o tipo ideal: mais de 30 anos, que goste de filmes clássicos, escute (e entenda) de jazz, com uma bagagem cultural vasta, entenda a diferença entre uma obra Rococó e uma do Romantismo, saiba o que é Cohiba, e sempre leia o jornal de domingo escutando Frank Sinatra. Fascinante!
O problema é que não existe o tipo certo. Por mais que nossa cabeça trabalhe para um lado contra a maré da vida, é preciso trabalhar que a química que você sente com a outra pessoa fala mais forte que meras semelhanças ou bases na pessoa que te fez escrever poesia aos lamentáveis 20 anos. O tipo certo é aquele adaptável ao seu gosto, aquele equilibrado entre as personalidades.
Por isso, conversando com amigos meus, sempre que alguma discrepância muito grande entre um fato e o real sentido dele, eu sempre questiono: é esse o tipo de mulher que você quer atrair? Porque o contrário é real para as mulheres. Eu me tomo como exemplo. Não gosto de homens mais novos ou da mesma idade; que não gostem de ler, que curtem sair para lugares lotados em que o maior passinho de dança é feito com a cabeça, que use a bebida como um aliado (sim, aqui entra o meu discurso sobre a bebida ter de ser algo prazeroso, não uma necessidade). Tomado isso como base, eu não frequento lugares em que eu sei que irei encontrar exatamente esses tipos.
Daí me vem à cabeça que com os homens é diferente. Eles realmente vão para a caça, frequentam lugares que nem sequer gostam para simplesmente suprir uma carência. Ok, testosterona x estrogênio. Got it. Mas ainda assim a coisa da compatibilidade é universal, independentemente de discussões sexistas. Pensem comigo: você é o cara que adora música clássica, mas sai para algum lugar que toca axé achando que ali está a pessoa que vai compartilhar momentos Bach com você. PPPPÉÉÉÉÉMMMM!! Nesse exato momento você é eliminado do jogo. O discurso dos seus amigos de que talvez exista uma pessoa na mesma situação que você no local, é furada. Por várias experiências próprias.
Por minha idade, meus amigos, resolvi parar de procurar nos lugares errados. E imaginem se todos pensassem como eu? As pessoas certas sempre estariam nos lugares certos. E cada panela teria sua tampa. Utopia? Não tenho a mínima ideia. Mas acredito que se você se assume, talvez seja mais fácil achar a pessoa certa, não só casos passageiros para suprir uma carência. Se isso também for o que você estiver procurando. Se não for, arrisque em qualquer lugar que tem sempre uma pessoa esperando por você nas baladas. Curta, se for pra curtir. Quem sabe, como diz Frank Sinatra, "the best is yet to come"? E acredite, repito isso para mim todo dia. O Mr. Right Guy vai aparecer em alguma circusntância da vida.

 
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