terça-feira, 27 de julho de 2010

Don (suspiro) Draper

Eu sei, foi ontem que escrevi aqui no blog e já hoje estou atualizando. E os assuntos estão completamente aleatórios, mas é blog não profissional, nunca vou fazer dinheiro com ele e não estou nem aí para seguir uma linha de raciocínio que, no mérito da questão, seria apenas concursos, cursinho... Blergh! Não pensem que meu tempo é ocioso, mas o que fazer às 19:53 de uma terça-feira? Ti-ti-ti? Nops, novela vicia e essa tem potencial (experiência própria). Estudar? Até poderia, mas depois da tarde inteira fazendo isso, não, amigão, obrigada. Sair com os amigos? Super válido, mas não daria certo pois o final do mês já caiu na minha conta bancária. Então, resolvi assistir ao primeiro episódio da quarta temporada de Mad Men e revi o meu, o seu, o nosso DON DRAPER. O homem do imaginário feminino, a beleza masculina em toda sua essência primitiva... E pensei: por que não montar uma lista do que os homens precisam para se tornar um Don Draper.

5. O mistério. Don Draper é misterioso. Até em um encontro com o mesmo abc, o mesmo questionário americano de sempre, ele não se faz visível para ninguém. Quem é ele? O que ele quer? Por que ele me olha desse jeito? Sim. Mesmo depois de quatro temporadas, mesmo sendo o onipresente da situação; eu ainda não saberia o que falar para Don depois do primeiro momento. Por isso, garotos, não contem a sua vida inteira para uma menina. Deixe ela pensar, botar a cuca para funcionar e pensar: quem é esse cara?
4. A masculinidade. Don Draper exala testosterona. Ele é alfa, é macho, é homem. Não pelos aspectos físicos, embora eles colaborem (e muito!) para a atração. Ele não deixa por menos, o domínio feminino é puramente sexual, ele não aceita que a mulher comande sua vida. Eu sei, deveria achar isso a coisa mais horrível, mas homem que concorda com tudo que você diz é chato pakas! Com arguementos, se constrói um diálogo. Com respeito, obviamente.
3. A ternura. Porque Don Draper é muito fofo! Apesar de estar ocupado na sua posição de melhor diretor de criação de Manhattan, percebam como ele trata a Peggy, seus filhos e o cachorro! Adorável! Nós, mulheres, avaliamos um homem por seu carinho na forma como ele trata quem ama. E não tem como alguém que goste crianças, animais e plantas ter um coração preto. No way!
2. Status. Don Draper é o cara. Não é pelo seu dinheiro, nem seu trabalho. É pela segurança que ele passa. Ele sabe que é bom, reconhece seu valor e tem a plena ideia de saber onde quer chegar. Mesmo com toda o feminismo que vai de encontro a esse paradigma masculino, o homem pode não ser quem coloca a comida na mesa, mas é o que sustenta o fato de que nunca irá faltar.
1. Charme. Don Draper tem a pegada. Basta um olhar, um toque, a certeza de que hoje-vou-me-dar-bem, a tragada com a perna cruzada e o corpo de lado... Isso, infelizmente, você tem ou não tem. E se quiser arriscar, pode ser que dê certo com muito treino, muito investimento de tempo. Mas para chegar até ele, hard work, babies!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Traição...

É bicho do mal! Cruzes, corre coisa ruim! E pare já de pensar que é só no amor que traição vale. Ela vale em todos os sentidos de sua vida social. E por ser muito pessoal, não fiquem com raiva das minhas opiniões ou por quem sou. Eu continuo sendo legal. Fique calmo, relaxe, pegue seu redbull (porque dia 11 de setembro está chegando... aliás, o que raios está fazendo aqui??), se acomode que o show já vai começar. Primeiro, os ridiculamentes bobos.
1. Eu só tenho um cachorro e ele é extremamente apegado a mim. Eu até poderia arranjar outro mas não arranjo porque tenho certeza que vou achar que estou traindo... meu cachorro! E avisei, é ridículo.
2. Com todos os meus irmãos casados e sendo o último biscoito do pacote, se eu já não tinha espaço opinativo em casa, fiquei muda depois dos casamentos. Minha mãe entregar meu yakult pro meu irmão levar, mega traição.
3. Agora começa os mais sérios, os mais perigosos. O que é traição na amizade para mim. Eu começo do baixo até o mais alto. A falta de confiança de uma amiga porque escutou fofoca de alguém sobre você, cheated!!!! E ô mundinho perigoso é esse nosso de mulheres. É um disse-não-disse danado. Um pouco mais além: sua amiga é apaixonada platonicamente por um carinha que é seu amigo. Sabendo de toda a situação, você ainda assim resolve investir no aparentemente ser único do mercado amoroso. Isso é horrível, caras leitoras. Horrível. É traição. E me permito ir mais além: você fica com um ex-ficante, ex-namorado, ex-rolo, ex-amizade colorida, ex-qualquer coisa da esquina mesmo sem ela sentir mais nada pelo tal homem. Amiga, corre que é sobra. Existem outros no mercado. Nada é justificável nesses dois casos.
4. Eu cresci em um universo machista. Todos aqui em casa são e dessa forma fui criada. Queimei só meu bojo porque ainda tem muitas coisas na minha cabeça que são ultrapassadas, como o homem ter de fazer qualquer serviço braçal, ele tem de ser alto, forte e expirar testosterona e outras coisitchas mais. Anyway, estava discutindo isso com alguns amigos de vários grupos e fiquei me questionando o que seria ou não seria traição em uma relação :
4.1: Acessar sites pornôs não é trair, ainda que aquela mulherzinha do comercial fiquei com raiva do seu marido.
4.2: Amizade com outra mulher. Acho que depende da garota. Nós somos seres sagazes e sensíveis, logo, podemos rapidinho perceber se aquela menina está ou não dando em cima do seu macho (não permita, os outros seres de nossa espécie podem ser espertos quando querem... e malvados). Se a fulaninha mocréia estiver ligando com mensagens cheias de segundas intenções, corte fundo.
4.3: Beijo. Esse é o mais polêmico pra mim. Porque beijo pode ser desejo como pode ser sentimento. Uma amiga minha me falou algo a se pensar. Quando comparei sexo com o beijo ela disse que o segundo é pior. Eu não concordo, mas isso me fez questionar sobre a profundidade de um momento. Se o beijo for na pirigas de uma balada que o cara certamente saiu escondido (e sofrerá as consequências... ah, se sofrerá...), pode ser perdoável ou não. A traição é o fato, o perdão vem com a sua disponibilidade de construir uma confiança que exigirá um esforço enorme e muito tempo desperdiçado. Preguiça. Mas se o beijo for em uma pessoa que ele já tinha um certo envolvimento social, como uma amiga (não aquela do telefone, porque essa você já tinha de ter mandado pro beleléu há muito tempo), daí amiga, corre que é macumba. Chuta o homem para os deuses da pílula azul.
4.4: Esse é sem volta: sexo. É muita traição. Não existe a coisa da carne do homem ser fraca, que ele não estava ciente dos fatos, que não sabia como tinha ido parar ali, ACORDA!!! A vida não é assim. As relações não são assim. É fim, ponto final, the end, c'est tout. Ele (o sexo, galeura) não é só isso, é muito disso. O tesão, o momento, as investidas não são justificativas. No more further details.
Por isso, amigos e amigas, traição é quase um crime. Sentimental.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nenhum "eu te avisei"...

A cada dia fico mais inconformada de ninguém ter me avisado como seria minha vida depois de formada. Nenhum aviso, nenhum "I told you so"... Necas! Na minha imaginação um tanto quanto ingênua, pensava que assim que saísse estaria empregada, em um super emprego, com um super carro, um Tiffany's na minha mão direita e de malas prontas para um apartamento novíssimo de frente para o mar. Não, a situação foi o desemprego, uma bijouteria e sem malas prontas.

Depois que terminei Jornalismo, decidi embarcar em uma aventura do outro lado do planeta. A experiência não podia ter sido melhor. 5 meses de uma vida de responsabilidades que tão cedo levaria aqui. E mais uma vez ninguém tinha me avisado que seria tão difícil voltar quanto foi para ir. É como se tivéssemos o gostinho de uma vida independente, quando cada dia é uma novidade, novas experiências e PUF! Eis que você está dentro de um avião de volta para a casa dos seus pais, para uma realidade sem perspectivas a curto prazo. Se tivessem me avisado que era tão complicado voltar, teria estendido o fato.
Há alguns anos, quando assistia àquelas propagandas de amigos na praia, viajando juntos com um super carro, curtindo a vida com toda a alegria jamais impensável que poderia existir; eu acreditava que a vida era daquele jeito. Novamente, ninguém me alertou de nada. Emprego, casamento, namoro, outros interesses. Tudo isso afasta o "sonho jovem" da minha realidade. E nem vou comentar o que seriados como Friends fizeram nesse meu surrealismo real.
E quando você se apaixona, conta para todos os amigos os sinais que ele envia e, ao invés de te falarem "toma cuidado, as coisas não são assim", te dizem: vai fundo, ele está super interessado. Daí você chega, o empurra contra a parede e ele simplesmente: não sei, vamos ver no que vai dar. Com licença, deixe eu apenas apanhar a minha cara que caiu no chão. Vou apenas recolocá-la e volto logo.
Pitaco, conselho, aviso, lembrete, conversa, diálogo, monólogo... Qualquer coisa, seres humanos. Se a vida fosse um desenho animado, que o Geninho fosse o super herói.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mr. Right Guy


O tipo certo de homem. O tipo certo de homem... O tipo certo de homem! Vamos lá. Eu tenho uma teoria (muito pessoal) que a mulher baseia o cara perfeito com o seu primeiro amor. E os homens mudam. Mas na nossa cabeça, ele continua sendo o cara perfeito. A banda dele é a sua favorita, o jeito como ele se veste, as piadas equilibradas, os gostos... Tudo isso tem de estar em perfeita sintonia com os que seguem após ele. E o fato lamentável é que enquanto você não se apaixonar completa e cegamente por um outro; nenhum deles satisfará esse tipo certo que você planejou. Eu até falaria o tipo que a vida planejou de homem para me basear, mas por privacidade e mesmo por ilusão de que ele possa ter acesso a esse blog; eu prefiro montar o tipo ideal: mais de 30 anos, que goste de filmes clássicos, escute (e entenda) de jazz, com uma bagagem cultural vasta, entenda a diferença entre uma obra Rococó e uma do Romantismo, saiba o que é Cohiba, e sempre leia o jornal de domingo escutando Frank Sinatra. Fascinante!
O problema é que não existe o tipo certo. Por mais que nossa cabeça trabalhe para um lado contra a maré da vida, é preciso trabalhar que a química que você sente com a outra pessoa fala mais forte que meras semelhanças ou bases na pessoa que te fez escrever poesia aos lamentáveis 20 anos. O tipo certo é aquele adaptável ao seu gosto, aquele equilibrado entre as personalidades.
Por isso, conversando com amigos meus, sempre que alguma discrepância muito grande entre um fato e o real sentido dele, eu sempre questiono: é esse o tipo de mulher que você quer atrair? Porque o contrário é real para as mulheres. Eu me tomo como exemplo. Não gosto de homens mais novos ou da mesma idade; que não gostem de ler, que curtem sair para lugares lotados em que o maior passinho de dança é feito com a cabeça, que use a bebida como um aliado (sim, aqui entra o meu discurso sobre a bebida ter de ser algo prazeroso, não uma necessidade). Tomado isso como base, eu não frequento lugares em que eu sei que irei encontrar exatamente esses tipos.
Daí me vem à cabeça que com os homens é diferente. Eles realmente vão para a caça, frequentam lugares que nem sequer gostam para simplesmente suprir uma carência. Ok, testosterona x estrogênio. Got it. Mas ainda assim a coisa da compatibilidade é universal, independentemente de discussões sexistas. Pensem comigo: você é o cara que adora música clássica, mas sai para algum lugar que toca axé achando que ali está a pessoa que vai compartilhar momentos Bach com você. PPPPÉÉÉÉÉMMMM!! Nesse exato momento você é eliminado do jogo. O discurso dos seus amigos de que talvez exista uma pessoa na mesma situação que você no local, é furada. Por várias experiências próprias.
Por minha idade, meus amigos, resolvi parar de procurar nos lugares errados. E imaginem se todos pensassem como eu? As pessoas certas sempre estariam nos lugares certos. E cada panela teria sua tampa. Utopia? Não tenho a mínima ideia. Mas acredito que se você se assume, talvez seja mais fácil achar a pessoa certa, não só casos passageiros para suprir uma carência. Se isso também for o que você estiver procurando. Se não for, arrisque em qualquer lugar que tem sempre uma pessoa esperando por você nas baladas. Curta, se for pra curtir. Quem sabe, como diz Frank Sinatra, "the best is yet to come"? E acredite, repito isso para mim todo dia. O Mr. Right Guy vai aparecer em alguma circusntância da vida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu só sou legal, juro...

Hoje encontrei um menino que a história foi a seguinte: nós éramos amigos no primeiro grau, ele era da minha altura (mal, muito mal...), magricelo, o típico adolescente em desenvolvimento. Eu sempre o via como amigo e, como todos os meus amigos, sempre o tratei muito bem. Daí cada um tomou um rumo diferente e só nos víamos esporadicamente. Foi quando uma amiga minha me disse que em uma conversa ele falou que eu era apaixonada por ele no primeiro grau. O sangue subiu, as veias dilataram, a raiva chegou e eu me senti a pessoa mais humilhada do mundo. Quando o vejo faço a egípcia, viro minha cabeça e finjo que não vi. Se eu tivesse sido, estaria tranquilex. Assumiria e ponto. Agora um rapaz da minha altura (mal, muito mal...) jamais despertaria interesse algum em mim. Ainda mais ele.

Eu sempre fui das que acreditava na amizade entre homem e mulher. Nunca tinha duvidado disso ou coisa do tipo. Depois que fiquei sabendo dessa história (que não tem muito tempo), coloquei em xeque todas as minhas amizades com homens. Qualé, não podemos ser legais? Não podemos nos interessar pela companhia da pessoa sem que tenha segundas intenções? Não podemos tratar os homens como trataríamos uma amiga sem ele achar que isso é sinal de interesse? Essa racionalidade masculina é muito legal em todos os outros casos, não nesse.

Na maioria das vezes, é só amizade mesmo. Sem interesse, sem tensão sexual ou qualquer coisa do tipo. É gostar de estar do lado da pessoa mas não vê-lo como um pretendente. Claro que as coisas mudam, a vida é dinâmica. Quem no passado não te interessava, hoje pode ser a crush do momento. E quem era alvo das cartinhas anônimas hoje pode não te despertar absolutamente nada. Homem e mulher mudam. Os sentimentos vão no pacote.

Meu nível de estrogênio é bem alto. Alto mesmo. Eu digo que se não tivesse nascido mulher, seria o homem mais gay do mundo. Mas uma coisa eu aprendi: se você está afim da pessoa, tem de ser racional... Pensar como um homem. Vá lá e diga, sem medo. Porque se depender da abstração masculina, você nunca vai mudar seu relacionamento no orkut de solteira para namorando. Caso contrário, se você não sente nada pelo cara, vai acabar esbarrando com ele no shopping depois de 10 anos e ele ainda te olhar como "a-menina-patética-que-me-amava-e-não-era-correspondida-porque-eu-passava-tempo-demais-na-frente-do-espelho-passando-acnase". É... A vida não é justa. Nós não podemos ser legais toda hora.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alô, vida? É a privacidade que fala


Minha irmã casou ontem. E sabe o que foi mais engraçado? A quantidade de vezes que escutei o "só falta você", "quando vai ser sua vez", "e agora?". E sabe o que eu penso (e que talvez não faça a mínima diferença pra ninguém)? Que meus 25 anos, meu histórico familiar com namoros longos, meu desemprego (ou minha disponibilidade pro mercado de trabalho), minha vontade de realizar absolutamente TUDO antes de dar um passo como esse, meu medo; não me abalam.
Juro que não é minha culpa que tudo isso seja um empecilho, juro que gostaria que as coisas fossem diferentes ou tivessem sido, juro que eu gostaria de ser normal e sonhar com isso. E antes que me julguem, já sonhei. Antes sabia de tudo como gostaria, quais seriam as músicas, qual o vestido, para onde iríamos na lua de mel, as cores da festa, os convidados... E ainda assumo que isso foi um pouco despertado durante esse período de festas da minha irmã. Mas depois que tudo acabou, depois de acompanhar o processo pela primeira vez, vi que tudo é lindo, só não compensa o esforço. Tudo não deixa de ser um mercado, que talvez eu faça parte ou não; talvez só viva junta com o homem da minha vida em um bangalô.
Essas cobranças, essa magia... É tudo tão estranho! O casamento perdeu um pouco da essência de ser um momento especial e virou uma obrigação com a sociedade. Eu, talvez mais do que ninguém, não gosto de me sentir pressionada. Já basta a pressão das outras partes da sua vida, agora pressionam a sua vida pessoal. Essa necessidade humana de saber tudo sobre tudo, de conhecer cada pessoa nos seus mínimos detalhes, e o pior: a necessidade de se sentir no direito de decidir quando e como as coisas na sua vida devem acontecer. E se isso fosse algo real, volto a repetir o que já escrevi em um post atrás: se eu pudesse escolher o meu destino, acharia o homem da minha vida com 28, moraríamos junto aos 30 e casaríamos aos 32. Simples assim.
A grande verdade é que ainda temos de cumprir esses protocolos irritantes e os quais tento a todo custo bular. Meu namorado não é nenhum Simba a quem eu tenha de apresentar em uma cerimônia para toda a selva de pedras. Meu relacionamento é só meu e da outra pessoa, não diz respeito a mais ninguém. Por isso, caro leitor-invisível-porque-todos-acham-que-esse-blog-não-existe-mais, não se espante se receber um convite para meu casamento daqui 7 anos e pensar: Ué, e a Laura tinha namorado? Não, não é sua culpa. É culpa da sociedade.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Caro Anônimo


Momento: cursinho para concurso.

Saudade: do que já foi vivido e não se volta atrás.

Missão: "clichemente" falando, ser feliz.

Caro anônimo, a vida adulta é um porre. Não pense que eu gosto de acordar às 6:30 da manhã para ter aulas de Direito Administrativo durante quatro horas e feliz da vida. Não, nem um pouco. E te conto mais: ter amigos compromissados é difícil quando se é solteira. Os amigos homens são homens, não compartilham momentos estrogênios com você, do tipo olhar vitrines, comentar do cara bonito que passou, apreciar um simples momento de café... Pequenas coisas. Não ter dinheiro para seus planos pessoais?? Pfff, pior ainda.

Talvez esse momento que eu estou na minha vida seja o mais dificil que já vivi. Ser solteira, sem emprego, sem dinheiro, sem perspectivas reais, sem amigos solteiros... Amigo (a), vou te falar que não é fácil. Mas eu tenho de arrumar maneiras para driblar toda essa pior parte da minha vida. Não quero mudar sua vida, mas vou te mostrar como faço para não tornar todas essas situações em tristeza.

Cursinho para passar em concurso: arrume um(a) crush. Pode não ser seu estereótipo perfeito, pode não ter nada a ver com você, pode nem sequer ser bonito, mas pelo menos é algo para se prestar atenção quando a aula está insurpotável. E eu bem sei que talvez nunca passe em lugar nenhum por conta disso, mas pelo menos deixa suportável o que é insuportável.

Roda de amigos compromissados: minha tática é sempre ser saudosa. Quando o assunto é chato, quando não se tem nada a acrescentar, eu sou completamente autista. Fico com minhas lembranças, pensando no que já foi, no tanto que as pessoas nem têm ideia do que já vivi... Vou dizer que nem sempre dá certo, na maioria das vezes o jeito é escutar todas as histórias de como as pessoas se conheceram ou de briguinhas que tiveram.

Amigos homens: não sei se você é mulher ou não, mas meu nível de estrogênio é alto e ficar no meio de homens por muito tempo pode ser desconcertante. Mas eles são legais, eu digo que se fosse o homem, seria o mais gay do mundo porque eles me divertem e discutem sobre tudo. Por mais que tenha de escutar que nem casável eu sou. E dizer isso para uma mulher é uma ofensa.

Falta de emprego: bicos. A palavra chave é sempre bicos. Eu topo qualquer coisa, mesmo o que não tenha a ver com meu diploma. QUALQUER coisa. Isso me faz ganhar uns trocadinhos e poder sonhar com uma próxima viagem.

Morar com os pais: esse talvez seja o mais difícil. Depois que se mora sozinha, até ir para um supermercado te remete a uma vida que já foi vivida e que provavelmente vai demorar para acontecer de novo. Tem suas vantagens, a segurança, a falta de preocupações... Mas eu acho que tudo isso faz parte do plano da vida. E eu não vejo a hora de poder viver novamente. Não que meus pais intrometam, muito pelo contrário. É apenas a vontade de uma responsabilidade.

A idade: é apenas um número.

Dinheiro: vide tópico trabalho.

Eu acho que quando a tristeza chega para abater, a melhor forma é fugir dela. Se for para chorar, que seja com a música mais alegre do mundo debaixo de um chuveiro. Se for para sofrer, que seja de amor, não pela vida. Porque essa, caro anônimo, eu tenho certeza que vai dar certo. Pra mim e pra você. Eu sei que aparento ser extremamente Pollyanna, mas é que acho que tudo tem seu lado positivo e cabe a nós descobrir qual é o dos nossos problemas. Se você acha que a sua vida está ruim, sempre tem outra pior. A minha pode ser, mas temos de pensar que só se vive uma vez, como na música da Banana Split.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Vida, qual é a pressa?


Quando eu era pequena e fazia aquelas brincadeiras de colocar a idade de casamento, o nome de três garotos que gostávamos, três cidades para vermos com quem casaríamos, quantos filhos teríamos e aonde moraríamos, sempre colocava uma idade alta, do tipo 27, 28, 29... Talvez por exemplo da minha mãe, que casou um pouco mais tarde. O fato é que estou com 25 e várias amigas casando. Natural que me sinta um pouco fora do ninho e achando tudo distante da premissa "os 30 são os novos 20". Eu não julgo, pois sou fiel crente do amor. Acredito nele mais do que tudo e se a pessoa quer, que realize seu sonho de viver com seu amor eterno.

Eu até admiro, pois jamais conseguiria casar sem realizar todos os meus planos individuais. Minhas viagens são sonhos que quero realizar antes disso, meu trabalho, minha vida social... Conhecer gente nova, que curta as mesmas coisas que eu, amigas que saiam comigo para reclamarmos que todos os homens são iguais, tomarmos um café, vermos vitrines e sonhando com uma Chanel 2.55 quando arrumarmos aquele emprego, amigos que sonhem comigo, paixões platônicas efêmeras, conversas intermináveis na casa do outro, dançar sem se preocupar com quem está olhando... Parece que tenho faro só para amigos compromissados e quanto mais ando na rua, me questiono se ainda existe alguém solteiro nessa cidade. Se existir, cutuco e pergunto: quer ser meu amigo?

Se a vida fosse um plano real, acharia o amor da minha vida com 28, moraríamos juntos aos 30 e casaríamos com 32, com um pedido surpresa de casamento em uma de nossas viagens pelo mundo; provavelmente em alguma praia de Bali com uma caixinha vermelha ou azulzinha e cantando Tiny Dancer. Mas a vida não é assim, existem os que casam cedo, os que casam tarde e os que não casam... A vida não é séries americanas em que existem grupos de mais de quatro amigos solteiros com mais de 30 anos e que viajam juntos, curtem juntos, moram juntos... A vida não é Friends, Sex and the City ou How I met your mother...

Eu acho legal ter alguém, não me entendam mal. É muito bom você ter alguém para ligar à noite, para sair, para segurar sua mão, para te aquecer, para conversar, para ser seu melhor amigo, para te fazer ter em quem pensar na primeira hora do travesseiro, para te mandar um sms perguntando como está, para estar do seu lado em momentos que não é preciso dizer nada, para ter alguém que te diga um "eu te amo" sem ser sua mãe tentando te agradar. Mas, para mim, os amigos são essenciais. Sempre fui de ter muitos e gostar da companhia. Agora que cheguei aos 25, agora que Fábio Jr. não canta mais 20 e poucos anos para mim, agora que preciso trabalhar, agora que preciso dar um jeito de continuar minha vida sem depender de meus pais; vejo que ainda tenho muitas viagens a fazer, muitas saídas para aproveitar, muitos sapos para conhecer.

Enquanto meu cara cinco anos mais velho, que gosta de jazz, que admira charutos, que tenha barba, que entenda de perfumes e gastronomia não chega, vou fazendo minha poupança para curtir momentos que levarei na minha mala de experiências.

Ah! E quem quiser ser meu amigo, mail-me.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Enfim, formada


Depois de quatro anos e meio, hoje vivi o momento que todos vivem depois de cumprirem suas obrigações acadêmicas. E que é clichê, é chato, é brega mas não dá para fugir: colação de grau. Sempre fui avessa às minhas comemorações. Tudo começou no pré, quando antes de entrar passei mal e vomitei. Acabei ganhando meu diploma e pirulito de uma outra professora que eu não tinha a mínima idéia de quem era. Na oitava, participei das festas, fui oradora e acho que isso supriu toda a vontade que tinha de fazer parte desse tipo de evento. No segundo grau, abri mão da formatura sendo uma mera convidada no meu baile, feliz da vida. Na faculdade, optei pela colação coletiva pois desde o começo vendi aquela festa carérrima de baile, aula da saudade e colação em algum ambiente privado para o meu pai por uma experiência no exterior. Uma troca mais que justa.

Mas esse evento da colação tem seus momentos engraçados. Como formanda, você se depara com diversas situações que se tornam peculiares por sua essência.

A primeira delas é aquela dos vários tipos de amigos que você encontra durante o evento. Tem aqueles que são saudosos, começam o papo assim:
- Nossa, gente... E agora? Passou tão rápido né? Nem acredito que terminamos. Sabe que até vou sentir saudade desse lugar? Se lembra daquela matéria que pegamos que foi assim assado? Muito bom... Caramba, que saudade desse tempo. Vida real agora. Procurar emprego. Era tão bom ser só estudante. Putz... Difícil...

O outro é aquele preocupado com o futuro:
- Acredita que não rolou no meu estágio? Pois é, estou desempregada agora. O esquema é concurso, não dá pra gente acreditar no futuro. E esse diploma? Só para termos cela especial na prisão. Deixei meu currículo em tal lugar. Estou esperando resposta ainda. Mas esse mês entro em um cursinho.

Tem os mega-animados, que estão super felizes com tudo.
- IUHU, galera!!! Finalmente!!! É nóis!!! Temos de jogar o chapéu pra cima, hein? E o canudo??? Muito show essa festa. Rumbora tirar foto, galera!!!! Vamos fazer a pose da vitória! Caracas!!! Muito bom!

E tem o alheio ao evento:
- Para que a beca? Sério, não acredito que estou tirando foto com essa roupa breguérrima. Por que todo mundo vem tão arrumadinho? É só uma colação. Caracas, que demora. O reitor fala demais. Por que a fulana de tal subiu para fazer o juramento e não eu? Vamos tirar logo a foto que eu não aguento mais o calor dentro dessa beca... Tudo isso só para o certificado? Cadê o raio do diploma?

A única solução é você fazer aquela cara de “quando eu chegar em casa tenho de fazer isso, isso, isso e aquilo” e soltar um “é verdade”de vez em quando para todas essas situações.

Não vou negar que eu sou um pouco de cada (mas muito mais a alheia). E pela minha vasta experiência em colações de grau, posso dizer que ser convidada ainda é melhor para enfrentar as duas horas do evento. A vantagem é a certeza de um curso concretizado. Ufa, etapa concluída. Fatality nessa etapa da vida. Yes!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eu sei, eu sei...


Eu sei, eu tenho certeza absoluta. Eu não estou dando o carinho e atenção necessários a esse blog. As atualizações de quinzenais, que era a idéia original, estão sendo semanais. Mas vou dizer. Estou naquele período chato, beijando a trave do gol para me formar. Expectativas: zero.

Olha, se me tivessem avisado que projeto final seria uma coisa tão complicada de se fazer, eu o teria começado no primeiro semestre da faculdade. Essa pesquisa que temos de fazer, os erros que cometemos quando nos valem muito dinheiro, a cobrança do orientador, a busca por meios financeiros para custear os gastos... Argh! Tudo isso me faz esquecer do resto de minha vida.

Hobby? No momento, nenhum, obrigada. Ah! Lembrei de um: ler os livros relacionados ao tema do projeto e as visitas para devolvê-los na biblioteca da faculdade.

Sim, vou guardar meus objetos da vida de peter pan que levei durante a faculdade. Vou coletar tudo o que me remete à essa vida caoticamente madura para um plano seguro.

E o próximo passo? Casar, ter filhos, comprar a casinha de chaminé que tanto fazia parte dos meus desenhos de infância, me aposentar, envelhecer e morrer dormindo? É isso? É só isso?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Minha vida estagnada


Estagnei. Completamente. Sabe aquele momento de sua vida que você olha pro lado e sente falta até de sua adolescência? Que nada rende, que você não tem idéia do dia de amanhã, que não imagina seu futuro e que procura desesperadamente por algum movimento na sua vida? Eu estou exatamente nessa parte.

Ao mesmo tempo, enfrento o momento crítico em que meus pensamentos são nostálgicos. Penso na minha infância, na minha pré-adolescência, na minha adolescência, na minha chegada ao mundo "jovem" e agora enfrento as dúvidas de uma vida semi-adulta.

Os papos entre amigos já não são apenas fofocas, casos, novidades, conquistas. Hoje envolve dinheiro, trabalho, relacionamentos duradouros. Com a família, a discussão já tem um caráter ainda maior: imposto de renda, segurança e, também, trabalho.

As coisas bobas ficaram em um passado remoto, em um lugar especial. Não dá para discutir sem ter uma base. Brincar ficou para trás. As risadas já têm um humor diferente, o amor não é tão puro, o namoro pode virar casamento e o trabalho não é coisa de criança.

Acho que estou na exata linha da vida em que meu gráfico de crescimento encontra-se baixo, mas que provavelmente em pouco tempo vai crescer. Acredito que todos passam por isso (ou pelo menos tento acreditar para não me sentir completamente sozinha no mundo).

Eu começo a perceber que os antigos amigos são vitais, mas os novos sempre fazem MUITA diferença. Que os casos do passado perderam o sentido e que os novos provavelmente continuarão no meu futuro. Que estudar é algo que terei de fazer o resto da vida. E que saber o que se quer na vida é essencial. Eu percebo a mudança física no meu rosto dos anos passados. Que aparentar 13 anos ficou no caixa do banco há cinco anos. Percebo que os amigos são para sempre. Que casamento já é algo muito próximo da minha realidade. E que ninguém brinca mais.

Não, definitivamente não voltaria ao passado. Eu quero enfrentar essa parte da vida em que nada de novo acontece, que nada de interessante aparece. Acho que daqui alguns anos, escreverei novamente como a minha vida está estagnada. E que ainda não achei respostas para os anos que passaram e aos que virão. Mas que busco incessantemente por movimento. Estou no exato momento da minha vida que as coisas vão acontecer naturalmente. E sem piedade. É duro ter 24 anos hoje.

ME-DO.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eu e meus filmes


Depois de uma conversa com um amigo, a paranóia do por quê me veio à cabeça. Por que eu gosto tanto de filmes românticos? E o que mais me surpreendeu é que a resposta não demorou para chegar.

Gosto porque é a melhor forma de você abstrair sua vida. Naquelas duas horas que você sentará em frente à televisão acompanhando a vida de um casal com inúmeros problemas irreais e depois ainda terminar com um "marry me", você sente o impacto de uma ordinary life.

Aquela caixinha verde ou vermelha com um anel de diamantes encanta. E é o fato que talvez possa acontecer na sua vida, se você encontrar um cara mega-rico e que entenda de filmes românticos, pois nada mais valorizado que essas duas caixinhas. E nós também queremos uma. Com o mesmo pedido de casamento romântico do cara subindo as escadas de emergência do seu prédio charmoso em Nova York.

Aquelas cenas que você nunca passará com um homem, aqueles problemas que nunca enfrentarão juntos pois você não é nenhuma Meg Ryan, aquelas frases bem boladas, aquele jeito perfeito dos homens se colocarem na tela, aquele beijo, aquela olhada... Não se iluda, se você passar por algum desses momentos uma vez na vida, comemore. Atingiu seu lado esiritual mais alto. E se você conhecer algum homem que aja como esses Hércules desses filmes, me apresente.

Eu, por exemplo, bato palmas, seguro o choro, abro um sorriso, vibro e fico feliz por personagens irreais, mas que por duas horas me mostraram como o amor pode ter seu lado trágico-emocionante, infelizmente esquecido nos tempos de Shakespeare.

Eu amo. Eu amo a hora da pegada de mão de Mr. Darcy e Elizabeth Bennet em Orgulho e Preconceito; a entrega do brinco de Claire para John em O Clube dos Cinco; o beijo de ano novo de Harry e Sally, em Harry e Sally - feitos um para o outro; o "Marry Me" de Mr. Knightley para Emma, em Emma; o "Here's looking at you, kid" de Rick para Ilsa em Casablanca; a troca de olhares entre Romeu e Julieta pelo aquário e a música ao fundo. Definitivamente, eu amo filmes românticos.
E não desvalorizo a vida real. Ela tem seu valor, muitas vezes inestimável. O cara pode não ter a frase pronta, pode não comprar a caixinha vermelha ou verde, pode não ter a mão segura ao te beijar, mas ele consegue ser único pela sua realidade. E, garotas, nós também amamos isso.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu sou uma viciada


Depois de longos meses sem escrever nesse humilde blog, eu retorno, milhares de leitores e leitoras que me acompanham para preencher a vida de vocês com mais um top 5. Concordo plenamento que eu poderia falar da transição socialista da China, da posse de Obama, da fórmula da Coca-Cola, até desejo muito, mas ainda assim prefiro encher a cabeça de vocês com uma listinha sem sentido.

O tema de hoje é, pasmem, algo que gosto muito e que nunca postei: séries. Depois de Blossom, Beverly Hills 90210, Vida de Cachorro e muitas outras; mais velha pude conhecer novas séries com enredos puros, delicados, envolventes. E tenha a certeza que já vi todos, todos, todos os seriados que puderem imaginar.


5. Reality Shows: É a prova maior que você não tem uma vida porque vive a dos outros. Mas é de um encantamento sem palavras. Beuaty and the Geeks, Amazing Race, American Idol e qualquer outro que faça sua humilde vida parecer sem-graça.


4. The Big-Bang Theory: Essa chegou meio do nada para mim e me deixou pasma com algo mais próximo da diversão de Friends que eu poderia ter. Me fez querer conhecer mais geeks como aqueles.


3. Gossip Girl: Eu sei, ao afirmar que gosto de GG estou me nivelando às outras meninas dez anos mais novas que eu. Mas aquele mundo de mode fácil, onde você compra um Loubotin como quem compra um pão é muito charmoso. Além do Chuck, que nos prova que o vilão é quem mais desperta a nossa libido mais secreta. Ele nos faz refletir o comum, o tom pastel e como essas coisas significam na postura de um homem.


2. House: Ironia sempre é um atrativo a mais. Quando vem acompanhado de medicina + Gregory House, fica imperdível. Ok, eu reconheço. Os casos que ele nos mostra acontece em uma a cada cem milhões de pessoas, ainda assim assistimos como se o dignóstico fosse do nosso vizinho. E ainda nos questionamos se não é verdade.


1. Seria injusto ocupar o primeiro lugar com alguma série deixando de lado todas aquelas que já não está no ar mas ainda assim ocupam esse lugar tão especial no nosso rol de melhores momentos ever da nossa televisão. Friends, Sex and the City, I Love Lucy, Seinfeld, Mad about you (eu sei, ficou uma lista bem particular minha porque nenhuma dessas é unanimidade, mas hoje não estou concentrada no meu lado democrático).


E quero ressaltar que outras séries não foram comentadas e que ainda assim merecem nosso carinho, como CSI Las Vegas e New York (porque ninguém merece o David Caruso), Lost, Samantha Who, 30 Rock, Californication (sem medo de ser feliz), The Tudors entre várias, várias outras. Ok, eu confesso, eu sou uma addicted em séries.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

À procura de uma geração


Estava lendo essas Cosmopolitans da vida e um artigo me chamou muito a atenção. Uma jovem, de seus 27 anos, dizia que era da geração Sex and the City. Já achei estranho daí, dado a idade dela, o ano de produção da série e patati-patatá. Mas continuei a ler o breve texto que ela dizia que apesar de ser independente, bonita, alegre, sociável, divertida e bem sucedida, não tinha ninguém que se interessasse por ela, e ainda argumentou se não seria por conta disso tudo, ou seja, se os homens não preferem as Amélias às Carries da vida.

Eu acompanho Sex and the City, tenho todas as temporadas, já li o livro e toda aquela coisa de quem realmente gosta da série. A questão é que não sou da geração Sex and the City. Até porque quando a vi pela primeira vez era algo escondido que passava nas madrugadas da HBO. Fui redescobrí-la aos 20 anos, quando tive dinheiro pela primeira vez para comprar um box. O problema não é a geração, não é a independência ou dependência, não é a mudança, não é o feminismo (depois de uma amiga minha me mostrar tanto isso, acabei aceitando a idéia). Nós nos transformamos com o tempo, nós passamos a acompanhar o mercado e tudo que acontecia a nossa volta. Os homens são os mesmos.

É lógico que eles vão preferir alguém que aceite tudo, seja carinhosa, aguente seu stress e que JAMAIS seja uma ameaça a ele. Como conviver com alguém que se disputa o mesmo lugar no trabalho? Óbvio que deve existir uma parcela considerável de casais que conseguem conciliar tudo isso. Mas a vida não é uma série. Não existem Mr. Bigs.

A autora do livro Candance Bushnell mesmo diz que o Mr. Big é um homem idealizado. Afinal, que mulher não queria um homem mais velho, charmoso, bem sucedido, que fumasse charuto e escutasse jazz? Ok, nem todas devem pensar como eu. Mas toda a idealização de um amor é refletida em uma pessoa. Daí, podemos tirar que não é que os homens prefiram as Amélias.

A educação que tivemos foi a de jamais depender de alguém, que cozinha é o lugar de comer, jamais cozinhar; que suas roupas podem ser lavadas na máquina. E o homem continuou sendo servido pela mãe, soltando pipa na porta de casa e aprendendo com o pai o papel de prioridade da casa. Nós mudamos e assustamos. Os papéis se inverteram. As mulheres alfa procuram por homens beta, aqueles que sabem cozinhar, limpar e servir.

E, sinceramente, eu vivo em uma encruzilhada como a garota do artigo. Como ser independente sem assustar? Como viver de acordo com o mundo das business women sem competir com os homens? Ou simplesmente buscamos o amor no lugar errado? Acho que a grande pergunta talvez seja: Onde está o amor?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eu também tenho uma tribo


Às vezes os estereótipos me cansam. Tá, às vezes não... Quase sempre. Sabe aquela coisa de você ser de um jeito ou se vestir de outro só para fazer parte de um ambiente?? Pois é. E, ainda que eu tenha 20 e poucos anos, Fábio Jr. não me avisou que isso ainda ia existir. Depois dizem que sou velha quando na verdade só sou como sou e aonde vou eu acho a minha saída, parafraseando grande ícone da música pop brasileira, Polegar.

Meu curso me obriga a encarar diariamente esse padrão de vestes. Quanto mais colorido mais dentro você está. Quanto mais monocromático, mais excluído vai ser. Não, estou sendo maldosa. Você vai achar outras pessoas monocromáticas e vai formar um clube dos monocromáticos. Porque parece uma necessidade humana se agarrar àqueles que se parecem com você. Identidade, concordo. Mas há banefícios em todos os grupos.

Hoje não sofro dessa busca por uma tribo talvez por ter passado por todas quando era adolescente. Aos 12 eu parecia menino de bermuda ou macacão e, acreditem, boné estilo Sérgio Malandro. Aos 14, me virei para o lado pequena-Patrícia, com sapatinhos, tênis all-star rosa e tudo combinado. No segundo grau fui hippie, roqueira e skatista. No cursinho, eu era aquela sem tribo, sem identidade e sem rumo. Na faculdade, fui achando que ser sem tribo, sem identidade e sem rumo era a minha tribo.

Por isso, quando enxergo daqui uns 5 anos, tempo em que a maior parte das pessoas da minha geração vão estar trabalhando, penso se eles vão continuar se vestindo padronizados, estilo ABNT mesmo. Porque cá entre nós, essa coisa de admirar o jeito que uma pessoa se veste é bacana. Daí a copiar, é um salto. No máximo, inspirar.
Eis algumas sugestões de estilos padronizados: os óculos na cabeça, bermuda estampada e blusa pólo é um conjuntinho super básico. A argola com diâmetro do pescoço, a calça skinny, bata estampada e sandália plataforma idem. A blusa vermelha, com calça jeans, sapato verde e óculos de acetato brancos idem (2).

Faço lembrar que isso não é um julgamento e, sim, um retrato da geração 1985-1989. Não é que não seguir um grupo ou uma moda me excluem de fazer parte de uma tribo. Eu achei pessoas como eu e juntas formamos um clube. Às vezes, dependendo do dia e do humor, um pouco apático, com peças lisas e básicas. Mas na maior parte das vezes, procurando por mais adeptos ao estilo. Wanna come in?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eu procuro meu futuro


Depois de quatro dias, várias cochiladas e na segunda tentativa da minha vida, consegui terminar de assistir JFK - A pergunta que não quer calar, de Oliver Stone. Logo me explico: o filme é excelente, mas seu tempo passa das três horas e é pouca ação para muito assunto. E quando acaba, você se sente com um espírito de "eu-posso-ajudar-meu-país".

Para quem não sabe, a obra da sétima arte narra a história real de Jim Garrison, único advogado a abrir um processo contra os assassinos de John Kennedy. O super-ultra é a imagem amadora feito por Abraham Zapruder que mostra o exato momento do assassinato. E ao longo você percebe como ainda tem muito a ser contado por tudo que aconteceu. A frase que mais me marcou foi quando Kevin Costner fala, ao assistir a chamada da morte do ex-presidente americano, que aquele era o dia que ele teve vergonha de ser americano. Depois de ver e assimilar toda aquela história, não mudaria as suas palavras.

Não passo de uma revolucionária do sofá, com várias idéias, argumentos e posições mas que não move um nada para mudar o mundo. A minha posição é que os Estados Unidos criaram uma esfera em que se julgam onipotente. Criam guerras e omitem fatos. Existem aquelas coisas que morrerei sem saber se aconteceu realmente, como as famosas Teorias da Conspiração: o homem realmente pisou na Lua? O ataque às Torres Gêmeas realmente foi executado por ideais de Osama Bin Laden? Por que sabemos tão pouco? E se isso faz falta para uma brasileira, imagino para um norte-americano politicamente engajado.

Eu não acredito muito no que é mostrado. Concordo que como estudante de jornalismo fui programada a perceber que tudo não passa de um corte da realidade, em que prevalecem a visão e os interesses pessoais de quem transmite a informação. Mas certas situações não precisam dessa visão jornalística, são evidentes.

Ontem passou United 93, de Paul Greengrass, na Globo. Eu já o tinha assistido no cinema e quando o vi novamente, pensei em tudo que assisti em JFK e percebi como pouco chega a nós. Tenho de confessar que tenho medo do que ainda pode vir com base no que já foi.

O Brasil passou por situação semelhante durante o período da Ditadura Militar, em que vários documentos foram escritos erroneamente de forma a favorecer o Governo brasileiro e outros ainda foram destruídos. Há alguns anos vimos que muitos desses escritos foram queimados. Eu aprendi na quinta série que História serve, com base analítica do passado, para entender o presente. Se o presente é omitido e o passado é apagado, o que podemos esperar de história no futuro?


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Dinheiro na mão é vendaval... é vendavaaaaallll


Cara leitora, se você tivesse $10.000 réis em suas mãos neste exato momento, o que faria? Pois é, eu caio nessa pegadinha. Descobri que não sou nem um pouco alfa quando o assunto é dinheiro. Muito pelo contrário. Eu digo o que eu faria: viajaria para algum lugar do mundo e traria quantos perfumes esse dinheiro desse. Eu sei. A nova mulher investiria na Bolsa. E se eu te contar que não sei nem como ela funciona?


Não me classifico como um ser consumista, afinal não gasto mais do que tenho. Mas poderia dizer que sou meio ultrapassada quando a questão é poupar. Os porquinhos funcionam muito melhor que a poupança de banco. Sou daquelas que se pudesse o dinheiro estaria embaixo do colchão.


Nem percam tempo em me julgar ou me dar qualquer aula sobre como poupar seu rico ganha pão. Não funciona comigo. E olha que já estou na idade de pensar nos investimentos.


Essa semana assisti a uma palestra com um rapaz, ainda jovem, que criou uma empresa na minha idade. Einstein já estava formado e publicaria a Teoria da Relatividade dentro de 3 anos. Et moi? Ha-ha, faz-me rir.


Percebi que não tenho nenhuma veia empreendedora. E olha que eu acreditava nisso há dois anos. E a cabeça embaralhada só sugere idéias descartáveis ou de curto prazo. Vai, me diz que não sou a única a passar por essa crise dos 20 e poucos anos!? Por que não dei mais atenção ao Fábio Jr. ao invés de ter me concentrado na crise dos 30 com Bridget?!


E o pior é que, como se não bastasse, ainda sou exigente! Mas pode? Não estou em condições nenhuma de fazer pedidos ou botar banca, e ainda assim faço. Não posso nem dizer que aceito qualquer coisa, ainda espero aquela agradável oferta que me faça pensar que minha carreira ainda tem vida e que eu possa lucrar algo com ela.


Sem capital nem para estimular meus planos Bs. Eu juro que se nada der certo, eu leio Augusto Cury. Aplico meu dinheiro em algo menos efêmero que perfumes e mudo de vida. Ok, só preciso do primeiro investimento.


Mayday, Mayday, Houston! I think we have a problem!


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Minha fase "mamãe-tenho-80-anos" (texto migrado)


Estou numa fase completamente nostálgica, não pelo que vivi mas pelo que não vivi há 70 anos. O primeiro sintoma, leitor, é fácil identificar: você já não reconhece as músicas pops da rádio. Não satisfeito, cantarola Billie Holiday, Nina Simone e Frankie (o Sinatra) pelas ruelas de sua cidade. Sem o chacoalho das ancas pois não quer se passar por fácil demais aos pãezinhos da cidade. O segundo sintoma são os filmes. Ah, esses benditos colorem, ou melhor, tiram o colorido de suas tardes (e de sua TV).

Enfim, adquiri um box da Bette Davis (que não inclui A Malvada, vou logo adiantar). Decidi assistir o primeiro pois ia passar um filme de faroeste no TCM, e este é o único canal que estou assistindo no momento, com direito a I Love Lucy de madrugada. Como seria uma tarde longa, sem muitos afazeres, escolhi o com maior tempo de duração: 2h 30 min. Então aguardei a saída triunfal de minha irmã ao estágio e ocupei sua sala como um Hitler em qualquer país europeu.

Atenção, o filme já vai começar. Warner Bros Pictures tem o prazer de apresentar A Vaidosa (Mr. Skeffington), de Vincent Sherman. Uma mulher rica e desejada (Bette Davis, obviamente), um primo conselheiro, um irmão desajustado, vários pretendentes e oh! O Sr. Skeffington. Vou tentar resumir o filme: Fanny (a tal mulher desejada e Bette Davis) é extremamente vaidosa e mora com seu irmão, que rouba da empresa do Sr. Skeffington. Ela, com a esperança de dar um futuro melhor a ele, casa-se com o ricaço. O sábio George gosta muito do cavalheiro com a esperança de que os intrusos que pedem a mão de Fanny em casamento sumam da mansão. Que nada! Eles continuam a perturbar a residência. A vaidosa e o sr. Skeffington têm uma filha, a Fanny Filha.

No entanto, a garotinha não nasceu com a beleza da mãe. Fanny-mãe continua dando trabalho ao marido com as propostas de casamento. Neste meio tempo, o irmão dela morre na guerra e ela passa a culpar o ricaço pelo ocorrido. Assim, o rejeita de tudo quanto é forma e ele parte em busca de aventuras amorosas. Quando ela descobre, se separa do bondoso, porém danado sr. Skeffington e este parte em rumo de suas origens judias na Europa durante a temida Segunda Guerra Mundial.

Não deu outra: acabou em um campo de concentração e Fanny-mãe com uma difteria. Dessa forma, ela perde sua beleza (palmas para a maquiagem que realmente envelheceu Bette Davis em uns cinquenta anos depois de deixá-la mais bonita que a Imperatriz Sissi) e seus pretendentes. Acaba humilhada por sua filha casar com o rapaz mais jovem que ela estava envolvida antes da doença. Sozinha, recebe a surpresa visita do sr. Skeffington e (pasmem!!) ele está cego.

George, o primo conselheiro, termina o filme com a abstração que todos poderiam ter: Para ele, ela continuará sempre linda. Assim, a corneta anuncia o The End da história. O filme é extremamente interessante, seja pelos recursos técnicos usados ou mesmo a trama envolvente. Uma ótima pedida para os admiradores dos clássicos.
Foto: videodetective.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Essas músicas...

Nesses pensamentos criativos que às vezes permeiam a mente humana, abstraí algo relevante para meu blog. Sim, caros leitores. Ainda não apareceu aquela idéia para salvar o mundo. Enfim, escutando a trilha sonora de um filme, percebi que não são essas peças de sétima arte que nos transportam para um mundo em que o amor é perfeito e tudo é muito lindo. Aquela verdadeira história de amor. O happy ever after...

"There’s a smile on my face
For the whole human race
Why it’s almost like being in love"



Começa assim. Tudo é muito colorido, perfeito. Você pensa no ser amado praticamente todo minuto do seu ocupado dia. Por que não?



"Why not? take a crazy chance? Why not?"



Enfim, você é correspondida (o). A mágica está no ar para os amantes.



"Every little thing she does is magic
Everything she does just turns me on
Even though my life before was tragic
Now I know my love for her goes on"



Uh-la-lá! Daí já foi, amiga (o). Você está apaixonado! Aceite, viva, respire.
"Reste sur moi
Que je respire avec toi
Reste sur moi
Que je respire avec joie"



E essa paixão vira amor. Essa coisa que antes era apenas uma trave no peito agora é muito mais. Não é que você não consiga viver com aquela pessoa. Você simplesmente não imagina a sua vida sem a sua presença.
"I can't live if living is without you"



Só lhe resta dar aquele passinho final, aquele que te fará prometer perante a justiça ou qualquer zeus de sua vida esse amor incomensurável.



"I love you I do, I do, I do, I do, I do "



Ou simplesmente carregue a incerteza (ou certeza) de um amor utópico.



"Why do I wish I never played
Oh, what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game"



E viva as músicas românticas! Peço perdão aos grandes admiradores das músicas brasileiras (também me incluo nesse rol) pela ausência de alguma sonoridade nacional. Da próxima faço uma versão verde e amarelo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Eles também são um pouco de mim


Talvez eu me arrependa deste texto daqui alguns anos ou talvez ele me faça relembrar uma pessoa que pelo tempo pode estar diferente e não ter as mesmas sensações que tinha aos 23. Ou talvez essa seja só uma forma de desabafar, deixando um pouco a veia jornalística de lado e apresentando um pouco mais da Laura.

Enfim, todos que me conhecem sabem da paixão que tenho por cachorros. E qualquer um. Sou daquelas incovenientes que passam a mão na cabeça de um ser canino na coleira de alguém com pressa. Devido a uma casa com regras e limites, nunca tive muitos, mas os poucos que passaram na minha vida fizeram (e ainda fazem) toda a diferença.

1989. Quando completei quatro anos, surgiu o Radar na minha vida. Um tipo atleta que corria junto com meu pai, ótima forma, sério na sua maneira e uma mistura interessantíssima de chihuahua com pinscher. Sofreu muito nas minhas mãos quando era obrigado a brincar de ciranda com uma criança que acreditava que cachorros eram seres bípedes. Foi um cão viajado, família e atencioso. Daqueles que valem a pena lembrar como o nosso primeiro. Quando Radarzinho já estava com sete anos, decidimos que era hora de ele ter uma companheira. E ele mesmo quem escolheu.

1995. Nazila apareceu para mudar completamente minha teoria sobre cachorros. Ela é única. Saltava mais de um metro do chão (o que garantiria uma vaga em qualquer Olimpíada devido a ser uma pinscher não tão grande assim), ia com o focinho embaixo da sua mão quando você já não fazia mais carinho, te protegia de tal forma que você era capaz de acreditar que aquele ser de 20 cm poderia realmente cessar qualquer comportamento suspeito. Foi o cachorro mais peculiar que eu já conheci. E de uma forma extremamente positiva. Seu apetite voraz, sua crença de que era o macho da sua relação com o Radar, seu olhar pidão que te fazia ceder mesmo o último pedaço de pão. Tudo isso faz da Nazilinha a coisinha mais especial que pela própria escolha do Radar apareceu na minha vida.

2007. Radarzinho já com 18 anos, sem dentes, sem audição e um pouco de visão parte dessa para o limbo canino. E essa partida foi de uma serenidade tão grande que realmente foi a conclusão de tudo. Depois me apeguei demais à Nazilinha, seja pela falta que o Radar fazia em nossas vidas seja pela forma especial como ela me deu aquele apoio que só quem tem cachorro sabe do que eu falo.

2008. Nazilinha está com sopro no coração. E isso faz com que o sangue não circule muito bem, seus pulmões se encham de água e ela tenha dificuldade de respirar. Essa situação tem cinco dias e foi tão rápida que ainda é difícil assimilar a minha cachorra que há uma semana estava pulando em cima da minha cama e esta, que me olha de uma forma que não consigo explicar. E de uma forma que me faz entender como somos impotentes perante o sistema da vida.

Pode parecer um texto exagerado, mas é simplesmente aquilo que escrevo com uma dor que tento suprir com a presença do Monet, essa mistura de cocker com pinscher que nem eu entendi como chegou na hora exata. Eu só tenho a agradecer pela presença de seres tão minúsculos mas se tanta importância desde meus quatro anos. Nazilinha ainda está comigo em vida e daqui a pouco fará parte da Cassiopéia de minha vida.

 
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